O ar-condicionado moderno não renova o ar do ambiente: ele recircula o que já está dentro do cômodo, resfriando ou aquecendo. Por isso, a limpeza dos filtros e da serpentina faz tanta diferença. Sem manutenção, poeira, ácaros, fungos e bactérias se acumulam e podem agravar quadros de alergia, rinite e asma em quem já tem sensibilidade.
No Brasil, a referência oficial é a Portaria 3.523/1998 do Ministério da Saúde e a Resolução 9/2003 da Anvisa, que orientam frequências para ambientes coletivos: limpeza mensal dos filtros e da bandeja de condensado, trimestral das serpentinas e semestral do ventilador. Em casa, não existe norma obrigatória, mas o costume entre instaladores e fabricantes é lavar os filtros a cada 15 a 30 dias e contratar higienização profissional ao menos uma vez por ano.
Sinais como cheiro de mofo, goteira, ruído diferente ou queda no desempenho indicam que o aparelho precisa de atenção antes do prazo. Quem mora com crianças pequenas, idosos ou pessoas alérgicas pode encurtar esse intervalo e conversar com o médico se os sintomas persistirem.